Descubra as tendências de arquitetura e decoração para a “nova” sociedade! - Munó

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Descubra as tendências de arquitetura e decoração para a “nova” sociedade!

Sempre que falamos em tendência é bom lembrar que vivemos uma época de pluralidade em muitos sentidos. Evidentemente, quando pensamos em nossas casas e, principalmente em algo vinculado ao que somos, sempre irá prevalecer nosso gosto pessoal, hábitos de vida e mesmo a personalidade, uma vez que a casa ideal também é o reflexo de cada um.

Ainda assim, e mesmo sem poder garantir nada, é natural observar tudo que é feito, não só aqui no Brasil, mas também fora, com a percepção de um movimento ou caminho que as coisas parecem seguir. Nesse sentido, algumas apostas são mais verdadeiras e certeiras
porque seguem e se justificam com a percepção que temos do tempo atual. Separei as minhas apostas e também em contraponto as que ficam descoladas do contexto.

 

 

1. VALORIZAÇÃO DA NATUREZA

Essa é sem dúvida a maior tendência que talvez permeie todas as demais. Costumo comentar em conversas mais próximas que estamos todos vivendo em um ritmo acelerado, de trabalho intenso,  grande competitividade, altos níveis de pressão e ansiedade. Diferentemente de outras épocas, sofremos os efeitos por aceitar esse estilo de vida, e a busca ou aproximação com a natureza chega para neutralizar e nos devolver aquilo que perdemos.

A Por essa razão, tudo o que é ligado ou remete à natureza prevalece nesse contexto. Falar do uso de plantas parece redundante, mas obviamente elas seguirão reinando no próximo ano dentro e fora de nossas casas.

 

FOTO: MUNÓ ACABAMENTOS – projeto por: KEILA PINHO

 

 

2. CORES NEUTRAS

O cinza mais queimado e todas as gamas de cores suaves e neutras que continuarão sendo usadas como uma base na decoração. Essa escolha acontece primeiramente porque cores neutras e suaves nos acalmam e refletem melhor a luz natural.  Tons terrosos e azuis suaves, por remeterem a cores encontradas na natureza, também serão bastante usados.

 

FOTO: DESIGN5 – projeto por: LEO LEI

 

 

 

3. IMPERFEIÇÕES

Se em tempos recentes admirávamos o impecável e o perfeito, estamos agora aprendendo a admirar a beleza com valores menos rígidos – e não é por acaso novamente. Quando lidamos de forma menos dura com o que nos cerca e abaixamos o nível de exigência, conseguimos adotar um estilo de vida mais leve.

Dentro de nossas casas, por exemplo, sai de cena o extremamente impecável e começa-se a se aceitar as dobras e marcas do assento no sofá, a cama arrumada de uma maneira mais solta e mesmo móveis que nos permitam receber as pessoas de maneira informal. Em relação à decoração propriamente dita, até móveis mais envelhecidos, imperfeitos e com história ajudam a trazer essa sensação para dentro de casa.

FOTO: MUNÓ ACABAMENTOS – projeto por: FABRÍCIO FERNANDES E LARISSE CUNHA

 

 

 

4. MATERIAIS FOSCOS

Aqui novamente tudo que é impecável, polido e com autobrilho, além destoar do aspecto natural, nos remete a uma sofisticação que muitas vezes traz um peso do qual, na nossa época, queremos nos livrar. Nesse contexto, o dourado fosco continuará forte, ainda mais que o cobre, enquanto o inox polido, depois de anos na linha de frente, quase que desaparece do mobiliário. Entre as madeiras e as lacas, vale o mesmo raciocínio. Se em outros tempos o mobiliário de laca brilhante era considerado extremamente atraente, hoje, e no próximo ano, ele cede espaço às lacas foscas. Para as madeiras naturais, as com texturas à mostra ficam mais valorizadas e nos permitem ter claramente a natureza dentro de casa.

 

 

FOTO: ARCHDAILY – projeto por: LÉO SHEHTMAN

 

 

Fonte: Casa e Jardim